sábado, 26 de maio de 2018

Evocar / Invocar e Possessão


Qual a diferença?

Para desmistificar temos que entender primeiramente alguns pontos básico sobre invocar e evocar.
Ambos são a transformação de uma energia espiritual em algo visível, cada um de uma forma específica e própria.

A evocação é, portanto, a comunicação do indivíduo com a divindade ou espirito, evocação é o convite feito à divindade para participar do rito em matéria astral ou espiritual, fora do corpo carnal do responsável ou participantes, porém dentro do espaço sagrado. Isso possibilita a conversa direta e a percepção das energias. O que é muito usado durante uma reza (Àdúrà). Enquanto que a invocação é o meio externo atingindo voluntariamente o meio “in”terno transformando o indivíduo em uma espécie de “hospedeiro”.



Evocação já é o convite à Divindade para participar do ritual em matéria astral ou espiritual, fora do corpo do oficiante responsável, porém dentro do espaço sagrado. Isso possibilita a conversa direta e a percepção das energias divinas.

“Evocar vem do latim evoco are, que significa chamar a si, mandar vir, chamar para aparecer, fazer aparecer.”

Evocar se refere também ao ato de tornar algo presente pela sua lembrança ou na sua imaginação, sendo sinônimo de lembrar, relembrar e recordar. Sendo assim as Azuelas cantadas são Evocações aos nossos Orisás.

Invocação se caracteriza por convidar a Divindade para participar do ritual no corpo de uma pessoa.

“Invocar vem do latim in vocare, que significa chamar em, ou seja, chamar em socorro, pedir auxílio, suplicar, pedir ajuda com uma prece.” (Oriki)


“Após essa distribuição de conceitos, é comum pensar em invocação igual à possessão, mas não, a possessão é a permanência não autorizada de um espírito ou divindade em algum corpo ou material, o que se caracteriza por uma forma imperialista de estar entre nós, pois a possessão tira do “dono” do corpo de qualquer autonomia e liberdade sobre suas ações, dando total direito ao ser que o possuí. E os nossos Orisás não são assim, eles são convidados a estar no corpo do responsável por isso, porém os Orisás não o possuem por completo, Eles apenas agem através do corpo responsável, compartilham do mesmo corpo, mas dando ao “dono” do corpo total autonomia e liberdade para agir, dando inclusive liberdade para dispersar a divindade que age dentre dele na hora certa.”

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